A viagem mais dolorosa da minha vida: o luto!

A viagem mais dolorosa da minha vida, eu diria, com certeza é o luto. Perder alguém é sempre difícil. Por mais que falamos que estejamos preparados, no fundo nunca estamos.

Há quase um ano, perdi minha mãe. Ela era meu chão. A minha pessoa. Com a pandemia, fiquei sem encontra-la por por um bom tempo, afinal, ela morava no outro lado do oceano, em Portugal.

A vida tem disso, né? Dar susto na gente. Fiz uma viagem emergencial para a “terrinha”. E pude passar os últimos dias com ela ao meu lado, o que foi meu consolo depois da perda.

A pior notícia chega para mim e minha família. Afinal, perder minha “bússola” foi uma das coisas mais difíceis que enfrento até hoje. Sei que ela está em paz. Mas, a ausência, saudade acabam sendo cruéis.

Passar pelo luto não é fácil. Com cada pessoa serão reações diferentes. Eu, por exemplo, fiquei mais desligado da vida, esquecido. Mesmo depois de quase um ano, as coisas não são as mesmas.

Outras pessoas, por exemplo, vão se fechar por um período e logo depois ficam boas de novo. Cada um é cada um.  Mas a dor, meu amigo…. ela é dilacerante! E chorar faz bem. Choro na rua, no supermercado ou em qualquer lugar. As lágrimas sempre aparecem, quando a gente menos espera.

A saudade sempre fica. E dói… Como dói. Mas fico pensando, a pessoa que partiu não iria gostar de ver a gente triste e sempre choroso. Então, tento sempre pensar nisso nos dias que fico triste. Passar pelo luto é uma montanha russa de emoções. Pode durar meses. E tá tudo bem! Só não vale se fechar por completo e ficar sempre triste.

Leve o tempo que for preciso, respeite o tempo que o seu coração mandar. Uma coisa é certa: a gente vai se ajeitando aqui na terra. E uma hora também iremos partir. Todos irão.

 

 

Deivson Santana

Capixaba de 28 anos, ama o Espírito Santo, mas adora desbravar lugares novos. É o tipo de viajante de gosta de conforto! Me acompanha no instagram: @capixabanaestrada.

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